Nova redução dos juros muda o cenário mas exige das agências equilíbrio entre oportunidades, precificação e qualidade das operações.

A Selic está em 13,75% ao ano após o Banco Central realizar, em setembro, o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto porcentual. A taxa havia recuado para 14% em agosto e agora chega ao menor nível de 2026 até o momento.

Mesmo com a trajetória de queda, os juros continuam elevados. O próprio Copom afirma que o atual cenário ainda exige cautela diante das incertezas econômicas e das expectativas de inflação acima da meta.

O que muda para o fomento?

A Selic não determina diretamente as taxas das operações de fomento, mas influencia o custo e a remuneração do capital, além das condições de crédito disponíveis no mercado.

Para as empresas, juros ainda altos podem manter o crédito bancário mais caro e seletivo. Nesse ambiente, cresce a importância de alternativas que permitam transformar recebíveis em liquidez e organizar o fluxo de caixa.

Para as agências, esse cenário pode abrir boas oportunidades comerciais, mas exige atenção à formação das taxas, aos prazos e à margem de cada operação.

Queda dos juros não significa baixar a guarda

A redução da Selic não deve ser interpretada como sinal para flexibilizar análises. Qualidade dos recebíveis, histórico do cedente, capacidade dos sacados e liquidez continuam sendo pontos essenciais.

Para as agências, o cenário abre espaço para novas oportunidades, mas mantém a necessidade de decisões bem avaliadas. 

Mais do que acompanhar a próxima movimentação da Selic, o desafio é continuar transformando cada mudança do mercado em operações sustentáveis, bem precificadas e alinhadas à realidade de cada empresa.

Fonte: Banco Central do Brasil — 281ª reunião do Copom e Relatório de Política Monetária de setembro de 2026.

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